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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Resenha: Supernova: A Estrela Dos Mortos - Renan Carvalho - Editora Novo Conceito


Supernova: A Estrela Dos Mortos
Autor: Renan Carvalho
Editora: Novo Conceito - Selo Novas Páginas
Categoria: Ficção Brasileira
ISBN: 978-85-8163-791-4
479 Páginas
1º Edição – 2015

Sinopse

“Após deixar sua cidade natal, Leran está perdido em busca de uma pessoa que possa ajudar sua irmã Luana a controlar seus poderes. Enquanto foge de caçadores colocados em seu encalço, o arqueiro conhecerá novos lugares e aliados para sua jornada. Ao mesmo tempo, Tlavi, a jovem Estrela da Cura, tenta desvendar os mistérios de um criminoso capaz de erguer as forças das trevas no território pacificado do Reino Central. O caminho desses personagens está ligado pelo destino. Será que poderão lutar juntos para descobrir como vencer os novos inimigos? Conseguirá Luana despertar sua verdadeira força? Como Leran agirá diante da evolução dos poderes da irmã? É o que você vai descobrir em Supernova: A Estrela dos Mortos.”




Olá galera! Como estão?

Hoje vou falar um pouco sobre o segunto livro do Renan Carvalho, “A estrela dos mortos”.

- Esta resenha contém spoiler sobre o primeiro livro – Clique AQUI e leia a resenha de O encantador de flechas.
  
Bom, como já falei na minha resenha do livro O encantador de flechas, não sou muito fã de literatura brasileira, mas os livros do Renan são expcionais e deixam alguns livros americanos “no chinelo”.



segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Resenha: Supernova – O Encantador de Flechas - Renan Carvalho - Editora Novo Conceito - Novas Páginas



Supernova – O Encantador de Flechas
Autor: Renan Carvalho
Editora: Novo Conceito - Novas Páginas
Categoria: Ficção brasileira
ISBN: 978-85-8163-679-57
427 Páginas
1° Edição - 2015


Sinopse

Imersa em uma ditadura implacável, a isolada cidade de Acigam sofre com a ameaça da guerra civil. De um lado, a Guilda, um grupo que utiliza os ensinamentos da Ciência das Energias para exigir direitos para a população. Do outro, um governo tirano, resguardado por soldados especialistas em aniquilar magos nome vulgar dado aos praticantes da tal ciência. No meio desse conflito vive Leran, que, após ser tragado para a rebelião, tenta aprender mais sobre sua misteriosa habilidade de encantar objetos com a energia dos elementos.


Com uma narrativa envolvente e reviravoltas incríveis, Supernova: O Encantador de Flechas é um livro que vai arrebatar os fãs de fantasia.





Hey pessoal, tudo bem com vocês?

Hoje trago a resenha de um livro top!

No início eu tive medo dessa leitura, já que nunca fui fã da literatura brasileira, mas com o avanço percebi como o livro é maravilhoso e intenso. Por isso agradeço ao Alê do Blog “Segredo entre Amigas” pelo presente.


“Guilda de magos? Rebelião? Foi isso o que ouvi? Os homens assassinados estariam lutando contra o governo? Como poderia haver algo assim em Acigam, bem debaixo de nossos narizes? Realmente meu avô vai ter que me explicar muita coisa…” – Pág. 32


O livro conta a história do jovem Leran que vive em uma cidade isolada, pelo governo, do resto do mundo chamada Acigam. O Jovem está terminando o colegial e ele sabe que ensina mentiras, já que graças ao seu avô ele sabe sobre a ciência das energias proibidas pelo governo (alguns chamam de magia). Após alguns conflitos Leran começa a questionar sobre o motivo de o governo omitir a verdade.




Leran se apaixona pela bela e muito misteriosa Jundra. Uma coisa muito legal do livro, é que ele também traz o ponto de vista de Jundra, onde muitos mistérios são revelados devido a este novo olhar.

Outros personagens do livro são: Luana, a irmã mais nova de Leran; sua mãe; e seu avô; além dos vários personagens secundários.




O livro é realmente muito intrigante e excepcional, com muito mistério, um pouco de romance e, é claro, muita aventura. Esse livro nos mostra que a literatura brasileira está rompendo barreiras e se tornando cada vez melhor e mais avançada. Por isso gostaria de parabenizar o Renan (que infelizmente não tive a oportunidade de ir na “Semana do Orgulho Nerd” e conhecer) pelo livro excelente.

E assim termino mais uma resenha. Espero que tenham gostado e leiam o livro.

Ps: O livro possui um book trailer que você pode conferir aqui:




Ahhh... e a continuação dessa estória maravilhosa já está no forno - será lançado no dia 07 de setembro, na Bienal do Rio de Janeiro!!!!
Confira a capa (que está maravilhosa) e a sinopse:





Até a próxima, galerinha.








terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Resenha: Sentel York - A Batalha Pelo Amanhecer - Diego de Lima - Garcia Edizioni



Sentel York: A Batalha Pelo Amanhecer
Autor: Diego de Lima
Editora: Garcia Edizioni
Categoria: Ficção / Nacional 
ISBN: 978-85-6549-056-6 
180 Páginas 
1º Edição – 2014


Sinopse


O ano é o 90 da Era Apocalíptica, e uma rebelião se inicia em Sentel York, a última cidade remanescente na face da Terra.

Liderados por Eric, um ex-Major da extinta Força Especial da Salvação, os rebeldes tentam fazer frente aos denominados "generais", fiéis servidores do Imperador Bu que, com a morte de seus grandes rivais, o Imperador Chacal e o Imperador M, se auto-proclamou o senhor de Sentel York.

Em meio a esse confronto eminente, uma menina pode ser a chave para a salvação da humanidade, a pequena Safira, que estava sobre a proteção dos rebeldes, mas acaba sendo sequestrada por Cássius, um "ex-general" renegado, que perdeu a mulher que amava e pretende usar a menina como moeda de troca para obter sua vingança.

Escolha seu lado, pois a batalha começou e todos terão que lutar!

Sentel York: A Batalha Pelo Amanhecer é o segundo volume da trilogia Sentel York. Nesta obra o autor mistura ação inteligente com cenas de combate homem a homem, em meio a um suspensa sublime que interliga personagens numa trama envolvente e misteriosa. Tudo acontece num planeta Terra pós-apocalíptico, onde impera a crueldade e barbárie.


Minhas Impressões


Em 2011 Angelina Jolie dirigiu um filme chamado "In the Land of Blood and Honey" que fala sobre a guerra da Bósnia. Para isso ela pesquisou o assunto em vários livros. Um certo escritor entrou com um processo alegando que ela copiou a história do livro dele. Ela se defendeu dizendo que nunca leu o livro desse escritor. Tomando isso como verdade, entendemos então que, se os livros tem o mesmo tema as histórias são parecidas. 

Imaginemos então uma história qualquer. Quase toda a população de uma grande cidade, particularmente um grupo, vive escondida e vagando pelos escombros do que restou dessa cidade, quase que totalmente destruída, tentando de todas as formas sobreviver e lutando contra um tirano que tem o único desejo de ter a cidade e todos que nela vivem sob seu controle, sob seu poder, prendendo, escravizando ou matando os que lutam contra ele. Para isso o tirano dispõe de muitos soldados que a princípio o obedecem cegamente para usufruir de suas recompensas. Um casal, em especial a mulher, tem o poder de acabar com essa tirania e devolver a paz e a liberdade para a população. Resta a expectativa de descobrir qual o poder que essa mulher especial possui e como se dará o desfecho. O leitor com certeza vai pensar que estamos falando de "Sentel York", o título da resenha. Claro que sim, mas também estamos falando da saga "Bruxos e Bruxas" de James Patterson, e que também está sendo resenhada neste blog. 

Em se tratando de Brasil, acredito que muitos pensariam que Diego de Lima, nosso autor, copiou James Patterson e corre o sério risco de ser processado por conta da provável repercussão da resenha. Na verdade as duas histórias são também muito semelhantes a tantas outras, muitas um pouco mais famosas como "O Exterminador do Futuro", "Mad Max", "A. I. Inteligência Artificial", "Planeta dos Macacos". Histórias das transformações que poderão acontecer no nosso mundo, muitas vezes a destruição quase que completa do planeta ou de nossas cidades, e a sobrevivência de poucos seres humanos, vivendo escondidos nos escombros, formando secretamente grupos de resistência para lutar contra uma suposta dominação e evitar um iminente extermínio. Esta é nossa história, a continuação dessa sobrevivência neste segundo volume da trilogia “Sentel York”. 

Um ano após Eric conhecer Safira e tomar para si a missão de protegê-la, muita coisa aconteceu, as mudanças de personagens foram significativas. Mas o mundo continua o mesmo, cidades quase totalmente destruídas, quase extintas, a fome, o medo e a violência continuam a assombrar a todos, sem exceção. Um grupo de resistência liderado por Eric, nosso antes solitário herói, invade uma usina de energia solar, a maioria dos soldados é de ex-escravos do ex-imperador Chacal, que foi assassinado. Dos três imperadores do primeiro livro temos apenas um, ou seja, não basta ser um poderoso imperador sem manter seus subordinados fiéis a seus propósitos. Para conquistar ou se manter no poder é necessário ter as armas certas nos lugares certos. A usina solar é uma dessas armas e é por isso que os rebeldes estão tentando conquistá-la. 

Os personagens são numerosos, com mais tramas paralelas, no primeiro livro vários personagens que a principio pareciam importantes, morreram. No seu lugar apareceram outros, ou assumindo o lugar ou prestes a assumir. Todos tem uma conexão um com o outro, com o ódio e a violência, na maioria das vezes fazendo parte dessa conexão. O recurso de flashbacks continua sendo usado para ajudar o leitor a entender melhor a história. 

Safira cresceu e agora tem mais consciência dos que estão e do que acontece ao seu redor, já tem idéia que possui um conhecimento que nas cabeças e mãos erradas poderá ser usado para trazer mais sofrimento a ela e aos que estão com ela, principalmente aos que a estão ajudando. Sabe também que uma das poucas pessoas em quem pode confiar é Eric. Safira, como não poderia deixar de ser, é órfã, algo muito recorrente em milhares de histórias que conhecemos e que vez ou outra tem sido comentado neste blog. Os maiores e mais famosos, ou nem tanto, heróis da cultura do entretenimento são órfãos. Uma diferença entre “Sentel York “ e “Bruxos e Bruxas” é que os personagens de Patterson Wit e Wisty ainda tem pais, enquanto Safira e Eric são órfãos. Não dá pra dizer que Patterson copiou isso do nosso autor Diego. 

Este é um dos livros de ficção lançados em um momento em que parecia que a literatura brasileira estava mais em evidência, o período entre 2012 e 2014. Muito foi falado e publicado a respeito da literatura brasileira, inclusive foi o período em que mais resenhas de autores nacionais foram publicadas no blog. Infelizmente alguns livros resenhados que teriam continuação ainda não foram publicados. Sentel York está em seu segundo volume e tudo leva a crer que logo sairá o terceiro, talvez antes dos outros. Esperemos que Diego de Lima consiga terminar e publicar sua história pós-apocalíptica para seus leitores.
 

“Eric nem ao menos podia ouvir sua respiração e as batidas de seu coração, apenas seus pensamentos pareciam fazer algum barulho em toda aquela imensidão.” - Pág. 97

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Resenha: Arrabal e a Noiva do Capitão - Marisa Ferrari - Editora Novo Conceito




Arrabal e a Noiva do Capitão
Autora: Marisa Ferrari
Editora: Novo Conceito
Categoria: Ficção Brasileira, Drama
ISBN: 978-85-8163-383-1
368 Páginas
1º Edição – 2014


Sinopse


Giordano e Giuseppe são idênticos na aparência, mas suas almas não poderiam ser mais diferentes. O bravo Giordano é o capitão-chefe da Guarda Real. Giuseppe é um ator de coração puro e alegria contagiante que viaja com sua trupe para se apresentar nas praças e castelos da região. De caráter inflexível, Giordano tem como sua maior missão proteger o Rei. Por sua vez, o sonhador Giuseppe deseja escrever uma peça de teatro com diálogos, o que seria uma inovação para a época. Embora não sejam propriamente amigos, os dois irmãos vivem uma espécie de acordo de cavalheiros, respeitando o espaço um do outro e lidando com o delicado estado de saúde de sua mãe. Até que a formosa Luigia acaba com a paz da família Romanelli.

Arrabal e a Noiva do Capitão nos transporta para a incrível Nápoles do século 18, magistralmente reconstruída por Marisa Ferrari.

Uma história que resgata a magia do teatro e nos convida a compreender a beleza que existe nas contradições. Mas há coisas que não podem ficar escondidas para sempre.



Minhas impressões


Arrabal e a noiva do Capitão foi uma leitura que me surpreendeu, e confesso que gostei muito do livro, apesar de, em alguns momentos, ele não ter me empolgado, entretanto acho uma leitura válida, devido a lição que ele passa para o leitor, e, também, pela estória.

Quando eu falo que em alguns momentos o livro não me empolgou, uma parcela de culpa é minha, pois eu tirei conclusões precipitadas (o velho preconceito), e por causa do título, da capa e da sinopse (que, quem já leu alguma resenha minha, sabe que eu não gosto muito delas, por achar que revelam demais – o que, confesso, não ocorreu neste caso), eu fixei o pensamento de que teria muito romance e drama no livro. E, apesar de ter ambos, o livro não é literalmente sobre isto, mas sim sobre se conhecer, sobre ter coragem de sermos quem queremos ser, e sermos felizes nos aceitando como somos – por isto disse que o livro me surpreendeu.

A outra parcela de culpa foi por causa do livro - acho que em determinados momentos poderia ter tido mais ação, na minha humilde opinião um pouquinho de mais movimento teria deixado o livro na medida ideal.

Arrabal e a Noiva do Capitão conta a estória de dois irmãos gêmeos que apesar de não conseguirem conviver, um não pode existir sem o outro. Giuseppe e Giordano – homens lindos, com personalidades super diferentes, porém fortes.

Giuseppe é um poeta, o poeta Arrabal; é sonhador; vive livre; divertido; espontâneo; irradia alegria por onde passa; tem a capacidade de ajudar as pessoas, fazendo florescer nelas o que há de melhor em seus espíritos, qualidades e coragem que nem elas próprias imaginavam que tinham.





Giordano é o valente, o lutador, o herói, confiante e confiável, honrado, mas sério e pragmático – acaba sendo mais difícil de conhecer os sentimentos dele de imediato, mas com a leitura percebemos que ele tem um coração enorme, eu diria até que ele é altruísta, e esta é uma qualidade difícil de se manter.





Confesso que se fosse para escolher um, não saberia quem – iria querer um pot-pourri dos dois, e tenho certeza que essa mistura seria o homem ideal da maioria das mulheres (principalmente o meu ahahahhah).

A trama envolve algumas pessoas e as estórias por traz dessas pessoas - a mãe dos gêmeos lindos, a trupe de teatro (grande parte da estória se passa ao redor dela), o pai deles, Tereza (é uma segunda mãe para os gêmeos)... mas principalmente Luigia – em Arrabal e a Noiva do Capitão é como se tivessem vários personagens principais.





Luigia é o ponto-central da trama – é por causa dela que os irmãos se reencontram e se enfrentam; enfrentam seus medos e desejos; e realmente decidem sobre o futuro, sobre quem são, sobre a felicidade.


“- Mas eu amo os dois! – disse alto. – Eu admito! Essa é a verdade! Eu amo os dois! Não sei como é possível, mas é o que sinto! Amo vocês dois de maneiras diferentes, porém com a mesma intensidade! [Se fosse eu, também, amaria os dois]
Giordano fechou novamente a porta, sem se virar para ela.
- Admiro você, respeito-o, tenho-lhe confiança, total confiança, que não nutro sequer pelo meu pai. Meu falecido marido era um canalha, todos sabem! Então, quando meu pai me falou sobre você e sobre esse novo casamento arranjado, pensei que ia conhecer um tipo desprezível outra vez, ao lado do qual eu teria de passar o resto da vida, a quem teria de submeter minha vontade de novo. Mas então era você. Honrado, reto, digno, cheio de coragem. O homem mais nobre que conheci na corte. – Giordano sentiu o coração se desmanchar e instintivamente afrouxou a mão em torno da maçaneta. – E com Arrabal... – continuou Luigia – ... bem, com ele é outra coisa. Com ele eu posso sonhar. Ao lado dele sou livre como nunca fui na vida. Posso rir alto, brincar como uma criança sem modos, sem me preocupar com protocolos, boas maneiras, com o que é de bom-tom – ironizou. – Não sou obrigada a desempenhar nenhum dos papéis que destinaram a mim. Com ele, não há convenções. O certo é o que dita o coração! Ele me aceita e não pede nada em troca além do meu amor! E mais: estar ao lado dele foi uma escolha minha! A primeira e livre escolha que fiz na vida!
- Você não precisa me dizer mais nada – disse Giordano, com a voz enternecida.
- Mas por você... – Luigia continuou como se não o tivesse ouvido - ... por você sinto essa paixão que me apavora. Você sabe, eu sei que sabe. Por você tenho esse sentimento avassalador que me mostra a mulher que eu nem sequer sabia que existia em mim – e prosseguiu, após uma pausa, desistindo da escolha de palavras: - De alguma forma, ceder a tudo isso me dá a sensação de me perder e nunca mais me reencontrar. É como se, de tão forte, isso me dragasse até me fazer desaparecer. Não sei explicar muito bem.” – Pág. 322


O livro se passa em Nápoles, no século 18, e faz nossa imaginação viajar bastante por aquela época, principalmente devido a forte presença da trupe de teatro e a forma como eles viviam.






Achei a capa do livro muito linda; a diagramação, fonte e tamanho da letra, também; o livro traz uma narrativa poética, narrada em terceira pessoa, algo que no início eu estranhei um pouquinho, por estar mais acostumada com leituras mais práticas e diretas, mas depois, comecei gostar, mesmo achando que tinham mais erros do que o esperando.

Enfim... indico de verdade o livro! O clímax dele me surpreendeu muito mais do que muitos livros que eu gostei desde o início – e fiquei muito feliz por ter aprendido a gostar da leitura.

Ahhhh.... recentemente saiu a notícia de que Arrabal e a Noiva do Capitão será adaptado, pela TV Globo, para uma minissérie.



 
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