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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Resenha: As setes irmãs (1) - Lucinda Riley - Editora Arqueiro

sete irmãs, As


As sete irmãs 
Autora: Lucinda Riley
Editora: Arqueiro
Categoria: Romance
ISBN: 9788580415919
480 Páginas
1ª Edição - 2016




Sinopse

Em As sete irmãs, Lucinda Riley inicia uma saga familiar de fôlego, que levará os leitores a diversos recantos e épocas e a viver amores impossíveis, sonhos grandiosos e surpresas emocionantes. Filha mais velha do enigmático Pa Salt, Maia D’Aplièse sempre levou uma vida calma e confortável na isolada casa da família às margens do lago Léman, na Suíça. Ao receber a notícia de que seu pai – que adotou Maia e suas cinco irmãs em recantos distantes do mundo – morreu, ela vê seu universo de segurança desaparecer. Antes de partir, no entanto, Pa Salt deixou para as seis filhas dicas sobre o passado de cada uma. Abalada pela morte do pai e pelo reaparecimento súbito de um antigo namorado, Maia decide seguir as pistas de sua verdadeira origem – uma carta, coordenadas geográficas e um ladrilho de pedra-sabão –, que a fazem viajar para o Rio de Janeiro. Lá ela se envolve com a atmosfera sensual da cidade e descobre que sua vida está ligada a uma comovente e trágica história de amor que teve como cenário a Paris da belle époque e a construção do Cristo Redentor. E, enquanto investiga seus ancestrais, Maia tem a chance de enfrentar os erros do passado – e, quem sabe, se entregar a um novo amor.







"Nunca deixe o medo decidir seu destino." - P. 66

A história de Maia faz parte uma saga épica que conta a história de sete irmãs: Maia, Ally, Estrela,Tiggy, Electra e Mérope (ainda não encontrada), que foram adotados por um homem misterioso e muito rico, que as criou em uma ilha remota na Suíça.



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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Resenha: O Princípe dos Canalhas - Loretta Chase - Editora Arqueiro



O Príncipe dos Canalhas
Autora: Loretta Chase
Editora: Arqueiro
Categoria: Romance de Época
ISBN: 978-85-8041-399-1
288 Páginas
1ª Edição – 2015


Sinopse

Sebastian Ballister é o grande e perigoso marquês de Dain, conhecido como lorde Belzebu: um homem com quem nenhuma dama respeitável deseja qualquer tipo de compromisso. Rejeitado pelo pai e humilhado pelos colegas de escola, ele nunca fez sucesso com as mulheres. E, a bem da verdade, está determinado a continuar desfrutando de sua vida depravada e pecadora, livre dos olhares traiçoeiros da conservadora sociedade parisiense. Até que um dia ele conhece Jessica Trent...

Acostumado à repulsa das pessoas, Dain fica confuso ao deparar com aquela mulher tão independente e segura de si. Recém-chegada a Paris, sua única intenção é resgatar o irmão Bertie da má influência do arrogante lorde Belzebu.

Liberal para sua época, Jessica não se deixa abater por escândalos e pelos tabus impostos pela sociedade – muito menos pela ameaça do diabo em pessoa. O que nenhum dos dois poderia imaginar é que esse encontro seria capaz de despertar em Dain sentimentos há muito esquecidos. Tampouco que a inteligência e a virilidade dele pudessem desviar Jessica de seu caminho.

Agora, com ambas as reputações na boca dos fofoqueiros e nas mãos dos apostadores, os dois começam um jogo de gato e rato recheado de intrigas, equívocos, armadilhas, paixões e desejos ardentes.


Minhas Impressões


“Humor, intrigas e um grande romance!” – The Reader’s Voice


Para falar a verdade eu nem sei como começar a escrever esta resenha hahahaha e desde já falo que - independente do que eu escreva - ela não fará jus ao livro!

Como uma verdadeira apaixonada por romances de época e históricos, eu me apaixonei por este livro. Eu sempre lia comentários maravilhosos sobre a Loretta Chase e por isto tinha uma curiosidade enorme sobre o trabalho dela. O Príncipe dos Canalhas é o primeiro livro dela que leio, e superou todas as minhas expectativas.


“Carpe diem quam minimum crédula postero.” (Aproveite o dia, não confie no que virá amanhã.) – Pág. 192


Loretta nos presenteou com uma estória linda e super envolvente, dois personagens principais fortes, e um amor que vence obstáculos -, e tudo isto com maestria, de forma única e com humor. Além, é claro de uma escrita impecável, que prende o leitor à estória, e deixa um gostinho de “quero mais” (quero MUITO mais).





Marquês de Dain, Sebastian Ballister, Princípe das Trevas ou Lord Belzebu – é como é conhecido o nosso “mocinho”. Quando criança ele sofreu por não ter uma aparência dentro dos padrões (o atual bullying), rejeitado pelo pai, foco das humilhações dos colegas, deixado pela mãe (que fez isto por amor ao filho, como veremos durante a leitura); quando adulto, passou a ser objeto de especulações pela sociedade, temido por todos, desejado pelas mulheres, invejado pelos homens, e motivo da decadência de muitos.


“Bertie contara que Dain era um homem muito grande, então ela imaginou algo parecido com um gorila. Não estava preparada para um garanhão: grande e de proporções esplêndidas, vigorosamente musculoso, se o que as calças justas delineavam indicasse a realidade. Ela não deveria olhar para lá, mesmo que fosse apenas por um instante, mas um físico como aquele exigia atenção e a atraía para... todos os lugares.” – Pág. 28


A nossa “mocinha” é um presente da Loretta para os leitores e para o par romântico dela no livro. Uma mulher à frente do seu tempo, moderna, persistente, perseverante, confiante, guerreira, otimista, leal, verdadeira, brincalhona, corajosa, alegre, viva, orgulhosa – são muitas qualidades que tornaram ela uma personagem ímpar, e a única pessoa com paciência e capaz de domar Lord Belzebu, ou de preparar os anzóis e fisgar o tubarão, como diria sua avó, Genevieve. 


“Qualquer idiota era capaz de enxergar as placas de advertência: ‘ABANDONAI TODA A ESPERANÇA VÓS QUE AQUI ENTRAIS’, ou, indo direto ao ponto, ‘PERIGO. AREIA MOVEDIÇA’.
Da mesma forma, a criatura diante dele era uma dama e nenhuma placa avisava que se devia manter distância. ‘Damas’, no Dicionário de Dain, estavam listadas sob os verbetes ‘Praga’, ‘Peste’ e ‘Fome’.” – Pág. 26


Não sei se notaram, mas coloquei mocinho e mocinha entre aspas, pois eles não são aqueles mocinhos comuns, eles são reais, com defeitos e qualidades; ambos inteligentes e sagazes; detentores de personalidades fortes; com dúvidas e sofrimentos; eles combinam de uma forma ímpar – birras, discussões, romance, amizade, confiança, paixão, e muito mais tornam o livro único. Uma frase que me lembra muito Dain e Jess é: “Quem ama o feio, bonito lhe parece.” – nada mais certo do que isto em relação ao amor.

Confesso que a capa, apesar de MUITO linda, não é a retratação perfeita da estória, mas isto é um detalhe mínimo. A Editora Arqueiro foi exemplar neste livro – correção maravilhosa, revisão muito boa, diagramação impecável. Muito orgulho de poder ler um livro tão lindo de todas as formas – da estória à edição.

Enfim... simplesmente me apaixonei pelo livro, pela escrita e não vejo a hora de poder ler mais livros da Loretta. Espero que a leitura deixe vocês tão felizes como me deixou!


“Loretta Chase é uma maravilhosa contadora de histórias e criadora de personagens sempre originais, inspiradores e emocionantes. Um verdadeiro tesouro do gênero, ela simboliza a essência dos romances históricos em cada palavra.” – Romantic Times

sexta-feira, 27 de março de 2015

Resenha: Apenas um Dia - Gayle Forman - Editora Novo Conceito



Apenas um Dia
Autora: Gayle Forman
Editora: Novo Conceito
Categoria: Romance
ISBN: 978-85-8163-450-0
 Páginas 384
1º Edição – 2014


Sinopse

A vida de Allyson Healey é exatamente igual a sua mala de viagem: organizada, planejada, sistematizada. Então, no último dia do seu curso de extensão na Europa, depois de três semanas de dedicação integral, ela conhece Willem. De espírito livre, o ator sem destino certo é tudo o que Allyson não é. Willem a convida para adiar seus próximos compromissos e ir com ele para Paris. E Allyson aceita. Essa decisão inesperada a impulsiona para um dia de riscos, de romance, de liberdade, de intimidade: 24 horas que irão transformar a sua vida.

Apenas um Dia fala de amor, mágoa, viagem, identidade e sobre os acidentes provocados pelo destino, mostrando que, às vezes, para nos encontrarmos, precisamos nos perder primeiro... Muito do que procuramos está bem mais perto do que pensamos.


Minhas impressões

Acabei de ler Apenas um Dia exatamente agora e sinceramente estou confusa, e só tenho certeza de estar indignada pelo fato de o livro ter terminado como terminou. A primeira coisa que fiz, quando terminei de ler, foi entrar na internet para saber se o livro tinha continuação – e para meu alívio tem - Apenas um Ano; e descobri, também, que tem um conto sobre o casal, em que a leitura deve ocorrer após os dois livros – o conto é: Apenas uma Noite.

*Tudo bem que eu descobriria que o livro tem continuação apenas tirando ele da minha capa de livros e o virando, pois na contra-capa tem escrito (grande): “Em breve nas livrarias: Apenas um Ano” (momento lerdeza total).

Gente, acho que nunca vi um livro terminar de uma forma tão abrupta e sem respostas como este. Sinceramente, tenho que “tirar o meu chapéu” (se eu estivesse usando um, lógico) para a autora Gayle Forman, por terminar o livro com uma maestria que me deixou, ao mesmo tempo, irritada, intrigada, curiosa e ansiosa.

Enfim... Sobre o livro preciso dizer que eu gostei muito, mas ao mesmo tempo acho que ele poderia ter sido um pouco menor, em determinado momento a estória ficou linear, sem muito movimento – mas eu entendo que é um período de transição de Allyson e que ela precisa passar por este momento para evoluir.

Eu realmente não gosto das sinopses e odiei a de Apenas um Dia. Geralmente, só as leio quando termino de ler o livro, antes de fazer a minha resenha, para que eu saiba o que posso falar ou não, para não contar spoiler. Mas a sinopse deste livro em especial, fez questão de fazer um mini resumo do livro (#indignada).

O livro é contado em primeira pessoa pela Allyson, que é uma boa menina, não entra em confusão, não se arrisca, é certinha, segue as regras e é obediente. Ela vive uma vida monótona, rotineira, solitária. Mas, eis que surge em sua vida Willen – um jovem bonito, charmoso, aventureiro, corajoso, adepto do lema “deixa a vida me levar”, que acredita em acasos/destino; – e que a ajuda a enxergar e cultivar uma Allyson diferente, livre, que tem vontade de viver, que se encontra.



Marina Arsenal - Paris


“– Eu não estava em perigo hoje – digo a ele com a voz engasgada. – Escapei do perigo. – E eu realmente escapei. Não apenas fugindo dos skinheads. Sinto que o dia inteiro foi como um choque elétrico, conectado diretamente ao meu coração, me tirando do meu torpor da vida inteira no qual nem eu mesmo sabia estar mergulhada. – Escapei – repito.” – Pág. 132



Château Rouge - Paris


Uma coisa do livro que eu ainda não tenho uma opinião formada é o fato de ficar parecendo (ou eu interpretei errado) que, em determinadas situações, não há diferença entre mentira e interpretar um personagem. Confesso que tudo que seria mentira para mim antes, pode não ser mais num futuro.


“- Vi você fazer Rosalinda. E passou um dia inteiro fingindo ser Lulu, e está, no momento, fingindo para seus pais ser uma candidata à escola de medicina.
Eu baixo os olhos, cutuco a unha.
- Isso apenas faz de mim uma mentirosa.
- Não, não faz. Está apenas testando identidades diferentes, como todos aqueles nas peças de Shakespeare. E as pessoas que fingimos ser já estão dentro nós. É por isso que fingimos ser essas pessoas, para começar.” – Pág. 243


“O mundo inteiro é um palco, e todos os homens e mulheres, meros atores. Eles saem de cena e entram em cena, e cada um, a seu tempo, representa vários papéis.”
Como Gostais, William Shakespeare



Vondelpark – Amsterdã


Em compensação Apenas um Dia ensina duas lições muito valorosas: não tirar conclusões precipitadas, não imaginar que algo é de um jeito apenas por vermos indícios, sem termos plena certeza do que é – o que vemos nem sempre é a verdade; e que é importante tomarmos as rédeas das nossas vidas, que devemos tentar coisas novas – as vezes as coisas estão dando errado por nossa própria culpa – temos que mudar a direção, temos que desistir quando estamos perdendo e mudar o rumo, e os objetivos.




A Editora Novo Conceito está de parabéns em todos os quesitos (diagramação, capa, ...), mas foi impecável na tradução e na correção ortográfica – por favor, mais livros com um português impecável como Apenas um Dia, que a estória é bem boa por si só, mas que vale a leitura pelo simples fato de estar muito bem redigida.

A verdade é que o livro aguçou a minha curiosidade à um nível bem alto, e eu gostei muito das lições que tirei dele. Estou super ansiosa pela continuação – que publiquem logo!!!



 
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